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Albert Einstein triplica capacidade de realizar transplantes de medula
11/03/2010


Segundo o hematologista Nelson Hamerschlack, coordenador do Programa de Hematologia e Transplante de Medula Óssea do hospital, o modelo foi espelhado no MD Anderson Cancer Center, um dos principais hospitais da área, nos EUA.

A nova unidade, inaugurada na semana passada, poderá receber pacientes com outros tipos de doença, mas que dependem de um ambiente que tenha o menor risco possível de infecção.

Todos os quartos possuem pressão positiva. Isso significa que o fluxo de ar é de dentro para fora do ambiente e os micro-organismos são jogados para fora por meio de um filtro de micropartículas.

Além dos quartos, o corredor da unidade está funcionando com o mesmo sistema. "Isso é muito importante para a humanização do tratamento porque o paciente não precisa mais ficar recluso no quarto, ele agora pode passear pelo corredor", diz Hamerschlack.

A ala também teve alteração na distribuição de água -cada quarto terá um sistema individualizado, como se cada um tivesse sua própria caixa dágua.

Além disso, toda a tubulação recebeu um sistema de fluxo de água a 80ºC, que passa por todas as descargas e pias dos banheiros duas vezes ao dia. "Esse sistema é monitorado por computador e tem como objetivo esterilizar toda a água e evitar contaminações, pois a água é o grande foco de contaminação por fungos e bactérias."

Por fim, quatro dos 14 quartos não possuem banheiro dentro do ambiente, mas sim em uma antecâmara especial. "Isso evita que o paciente traga para o quarto bactérias presentes no refluxo da água [durante o ato de puxar a descarga]", diz.

Fonte: Folha Online - São Paulo/SP - EQUILÍBRIO